Roteiro de Pesquisa na Rede
Aluna: Aurea Maria
Curso: Artes Visuais/2011
Tema: A performance de Hélio Oiticica
Pesquisando de início, na Wikipédia, sobre o artista descobri que ele é carioca, nascido no dia 26 de julho de 1937 e falecido em 22 de março de 1980. Foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.
Considerado um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.
Na década de 1960, criou o Parangolé, chamado por ele de “antiarte por excelência”, por ser uma pintura viva e ambulante. É uma espécie de capa, bandeira ou estandarte, que mostra seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos. Os materiais usados na sua construção são: tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda e palha. É considerada uma escultura móvel, pois a partir do momento em que é usada por alguém, incorpora seus movimentos. Segundo o artista o objetivo dessa obra é “dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para participante na atividade criadora.
Em: www.youtube.com/watch?v=dJTr8I2M6Ps, pode-se ver a dança com a vestimenta Parangolé.
Hélio Oiticica é um artista inovador. Sua arte tem o poder de interagir com o público, com uma obra mais visual e outra sensorial.
Em 1957, inicia a série de guaches sobre papel denominado, nos anos 70, Metaesquemas, que segundo ele, são importantes essas pinturas geométricas, por apresentar conflito entre espaço pictórico e o espaço extra-pictórico, prenunciando a posterior superação do quadro, interessando aqui, o caminho de espacialização da cor, que significa uma ruptura com o caráter objectual da arte e transformação do tipo de experiência atrelada à pintura.
A temporalidade sintetizada no quadro começa a querer se manifestar no espaço atual, no sentido de libertação da cor no espaço e o tempo da incorporação do espectador com a obra. Segundo o próprio Hélio abrem “todas as portas para a liberdade da cor e para sua perfeita integração estruturais no espaço e no tempo”.
Para encontrar essas obras acima, busquei no Google com a palavra Metaesquema, que através do link imagens, descobrem-se todas as obras referentes.
No museu de Inhotim, é possível encontrar obras desse artista tão versátil.
Infelizmente em 16 de outubro de 2009, um incêndio destruiu cerca de duas mil obras do artista plástico. O acervo avaliado em 200 milhões de dólares representa 90% das obras incendiadas. Eram mantidas na residência de seu irmão, no bairro do Jardim
Botânico, no Rio de Janeiro. Além de quadros famosos e dos famosos “parangolés”. No local também eram guardados documentários e livros sobre o artista.
Botânico, no Rio de Janeiro. Além de quadros famosos e dos famosos “parangolés”. No local também eram guardados documentários e livros sobre o artista.
Graças ao Programa Hélio Oiticica, coordenado pela curadora e crítica de arte Lisette Lagnado, com parceria com o Instituto Itaú Cultural, grande parte dos documentos do artista perdidos no incêndio foram preservados pela digitalização que realizaram.
Menciona-se inúmeras superações para sintetizar sua marcha, em que destaco duas como: - a superação da pintura-quadro, e do objeto escultura, o leva à “cor-cor”, ou seja, entrar na cor;
- a superação do modelo de exposições, com as “Manifestações ambientais”.
São estratégias com o mesmo objetivo: eliminar a dualidade sujeito objeto, e como Hélio mesmo afirma “a fundação de um novo espaço e novo tempo na obra no espaço ambiental”.
Bibliografia
pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2882,1.shl
pt.wikipedia.org/wiki/Hélio_Oiticica
FAVARETTO, Celso. A Invenção de Hélio Oiticica. São Paulo: EDUSP, 1992.
SALOMÃO, Wally. Hélio Oiticia: qual é o parangolé. Rio de Janeiro: relume-Dumará, 1996.


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